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Reabilitação Neurológica

Linguagem e Fala após AVC, TCE ou Doença Neurodegenerativa

Depois de um AVC, de um traumatismo crânio-encefálico ou no contexto de uma doença neurodegenerativa, acções que antes eram automáticas — pedir algo numa loja, atender uma chamada, participar numa conversa em família — podem tornar-se desafios significativos.

A reabilitação da linguagem e da fala é um processo gradual, orientado por objectivos concretos. Não existem soluções imediatas, mas existe um trabalho consistente que, sessão após sessão, permite recuperar funcionalidade, autonomia e confiança na comunicação.

Áreas de intervenção

Afasia

A dificuldade em encontrar palavras, em construir frases, ou em compreender o que os outros dizem. A afasia altera a relação com a linguagem de forma profunda — mas a intervenção terapêutica focada na comunicação funcional permite recuperar aquilo que é essencial: participar, decidir, estar presente.

Disartria

Alterações na articulação, no volume ou no ritmo da fala que comprometem a inteligibilidade. Através de técnicas específicas de motricidade orofacial, o trabalho centra-se em melhorar a clareza da fala — e, com ela, a segurança para continuar a comunicar. Quando existem alterações vocais associadas, o acompanhamento pode articular-se com a reabilitação da voz.

Apraxia da Fala

A intenção de falar está intacta, mas a coordenação motora necessária para produzir os sons falha. A apraxia da fala é uma perturbação de planeamento motor — e com prática orientada, repetição estratégica e técnicas especializadas, a melhoria é consistente e mensurável.

Doenças Neurodegenerativas

Na doença de Parkinson, na esclerose lateral amiotrófica ou noutras condições progressivas, a intervenção da terapia da fala centra-se em preservar a funcionalidade comunicativa pelo maior tempo possível — e em antecipar as adaptações necessárias em cada fase.

O que pode esperar

O acompanhamento inicia-se com uma avaliação detalhada — das dificuldades actuais, do potencial de recuperação e dos objectivos que são prioritários para si e para quem o rodeia. É a partir dessa avaliação que o plano terapêutico é definido, de forma individualizada e realista.

As sessões online permitem manter a regularidade sem o esforço das deslocações, que nesta fase pode ser um obstáculo relevante. Sempre que pertinente, os familiares e cuidadores são incluídos no processo — porque a reabilitação é mais eficaz quando toda a rede de apoio sabe como comunicar de forma facilitadora.

Em contexto de doença neurodegenerativa, a intervenção pode ser complementada com estimulação cognitivo-comunicativa para preservar a funcionalidade pelo maior tempo possível.

Pronto para dar o primeiro passo?

Não é necessário ter tudo definido. O primeiro passo é, muitas vezes, o mais simples — entrar em contacto. A partir daí, construímos o caminho juntos.

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