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Intervenção na Interação Social

Comunicação Social no Autismo e na PHDA

Há regras na comunicação que a maioria das pessoas aprende de forma intuitiva — quando falar, quando ouvir, o que um olhar significa, como interpretar o tom de uma frase. Na Perturbação do Espectro do Autismo e na Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção, estas regras nem sempre são evidentes.

Não se trata de falta de capacidade ou de interesse. Trata-se de uma forma diferente de processar a informação social — e é algo que pode ser trabalhado, com resultados concretos, em qualquer fase da vida.

Áreas de trabalho

Pragmática

A pragmática é a dimensão social da linguagem — o que dizemos, como o dizemos, a quem e em que circunstâncias. É frequentemente descrita como uma "gramática invisível" que regula as interacções. Quando esta dimensão apresenta dificuldades, o trabalho terapêutico torna-a mais explícita, mais acessível e mais praticável.

Participação social

Integrar-se numa conversa de grupo, distinguir uma piada de um comentário sério, gerir um mal-entendido sem que se transforme em conflito. São situações concretas do quotidiano que exigem competências específicas — e que se podem desenvolver através de estratégias adaptadas ao perfil de cada pessoa.

Competências conversacionais

Iniciar uma conversa de forma natural, manter o tópico, interpretar sinais não-verbais, perceber quando o outro quer mudar de assunto. São competências que muitos assumem como inatas — até que, para alguém, não o são. A intervenção parte de situações reais, com objectivos funcionais e mensuráveis.

Para quem se destina

O acompanhamento é dirigido a adolescentes e adultos. Muitos já tiveram apoio na infância que, entretanto, terminou — mas as dificuldades na comunicação social persistem e, frequentemente, ganham novas formas com a idade.

Outros recebem o diagnóstico de PHDA ou de Perturbação do Espectro do Autismo já na adolescência ou na vida adulta. Mesmo nestes casos, a intervenção produz resultados significativos. A idade não é uma limitação — é um ponto de partida.

O trabalho é desenvolvido a partir dos contextos reais de cada pessoa.

Pronto para dar o primeiro passo?

Não é necessário ter tudo definido. O primeiro passo é, muitas vezes, o mais simples — entrar em contacto. A partir daí, construímos o caminho juntos.

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